Uma noticia que mostra alguns aspectos da actual realidade europeia.

http://www.france24.com/fr/20180330-mario-ronsch-arrestation-haine-internet-allemagne-anonymous-migrants-armes

 

Nesta notícia do link acima vê-se alguns factos interessantes sobre a realidade actual, sobretudo na Europa. Mas em primeiro lugar um facto a nível mundial e para o qual já chamei várias vezes a atenção. Repare-se como o indivíduo propagandista racista usava uma página do facebook em nome dos anonymous. Ora é certo que o verdadeiro grupo já disse não ter nada a ver com essa página mas a verdade é que não havendo uma identificação formal do verdadeiro movimento, qualquer indivíduo ou grupo pode usá-lo para seus próprios fins e para se identificarem como activistas anonymous mesmo que os seus ideais estejam longe dos do verdadeiro grupo. Aliás isso é fácil de ver na internet onde existem vários grupos anonymous sem qualquer ligação uns com os outros e com fins políticos completamente antagónicos. Por isso sou um grande crítico da existência desse grupo e das suas imitações porque qualquer um pode por uma máscara e dizer que é anonymous. Ora não vejo que possa haver credibilidade nisso. Mas esta é apenas uma razão pela qual não gosto do grupo anonymous.
Outro factor interessante é que o incitador ao ódio acabou com essa página e criou um site terminado com o domínio .ru de Rússia. Não quero aqui criar falsas suposições mas sabe-se que há um grande conluio entre esse país e movimentos de extrema-direita europeus o que mostra mais uma vez a ameaça que representa o governo russo actual para a nossa democracia. Afinal só quem é cego é que não vê que a Rússia quer desastibilizar a Europa.
Mas as curiosidades da notícia não ficam por aqui. Repare-se como este indivíduo que foi preso espalhava o ódio e o racismo através da venda de armas e da internet com a publicação de mensagens de incitação ao ódio, notícias falsas e conspirações. Espantoso é que tinha dois milhões de seguidores. Espantoso ou talvez não? Imagine-se que até o canal zdf, um dos principais canais alemães de televisão, partilhava as suas mensagens. Qual a razão? Muito possivelmente a má política europeia imigratória, dominada por uma classe política de esquerda que teima em não perceber o que se passa na Europa e que faz com que por exemplo pessoas que não são xenófobas ou racistas (o que não é este caso) se juntam a partidos de extrema-direita ou ainda movimentos políticos de centro-direita ou direita sejam tratados como fascistas por terem a coragem de dizer a verdade. Ora a história deste indivíduo e do seu movimento racista representa um dos perigos de que tenho falado e que é a forma como a internet pode ser um instrumento onde a mentira esteja misturada com a verdade influenciando as pessoas, sobretudo os jovens, na construção de uma opinião do que os cerca. E o tema da imigração e dos refugiados tem sido muito prolífico na partilha de notícias falsas, conspirações ou artigos de propaganda prós e contras que tentam assim confundir as pessoas que muitas vezes apoiam aquilo que não deviam apoiar e vice-versa. Ora muitos desses artigos são escritos e partilhados por movimentos de extrema-direita e extrema-esquerda que tentam assim mostrar o seu antagonismo. Mas repare-se como a própria notícia mostra que isso não é propriamente verdade com dois exemplos, sendo isto o último factor da confusa Europa que nos mostra esta história. Em primeiro lugar um jornalista de extrema-esquerda que se converteu à extrema-direita por causa da ameaça islâmica. Em segundo lugar umas manifestações conhecidas como manifestações das segundas-feiras onde se juntavam pessoas dos dois extremos contra o imperialismo norte-americano e o poder da finança internacional. O que mostra isto? Primeiro que não há um antagonismo assim tão forte entre os grupos extremistas visto terem causas comuns. Aliás muitos artigos conspiracionistas e infelizmente com grande influência são sobre aquilo que eles dizem serem grandes ameaças que tentam controlar o mundo como aquilo que já referi antes e que são o suposto imperialismo americano e grupos reduzidos mas de grande poder económico. Segundo, que por causa disso e da falta de sentido democrático e realista da actualidade, é mais provável que indivíduos extremistas de esquerda se juntam aos extremistas de direita. Embora a ameaça do radicalismo islâmico seja uma realidade, não acho que os grupos extremistas sejam uma solução. Aliás o perigo é o mesmo porque esses grupos e os movimentos terroristas islamistas vivem duma recusa comum da diferença em relação àquilo que defendem. Assim combater o radicalismo islâmico com grupos extremistas é o mesmo que combater o fogo com óleo. O que é preciso é mudar a política de imigração e sobre os refugiados dando apoio a quem realmente precisa e não fazendo da Europa um quintal de portas escancaradas.
Ora enquanto continuar a política actual europeia na forma de lidar com imigrantes e refugiados, indivíduos como este alemão e vão continuar a incentivar ao ódio, grupos racistas e xenófobos vão continuar a crescer e a internet vai continuar a ser um palco de propaganda contra e a favor. E esta notícia mostra tudo isso.

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