O erro da opinião dominante e a defesa dos nossos valores.

Desde ha muito tempo que a sociedade internacional tem tido uma opinião um pouco intolerante sobre os propositos de um pensamento diferente sobre o terrorismo e o islão. Essa opinião que nao permite leituras diferentes sobre o assunto, é uma ideia dominante que advoga ingenuamente  a igualdade entre todos como se as diferenças pudessem ser diluídas na boa intençao da fraternidade e da paz mundial. Claro que todos aqueles que sonham com um mundo seguro, procuram que haja o melhor entendimento possível entre os povos e que estes compreendam as diferenças entre eles . Mas o problema é quando essa aparente fraternização serve na verdade para negar a evidência de que nem toda a diferença é aceitável. Ora a grande maioria dessa opinião dominante é vinculada por uma esquerda regressiva e radical que gosta de dar uma imagem de si própria, de pacifista e cordial como se tivesse as chaves da paz mundial por contraposição a uma direita (sempre fascista na opinião dessa esquerda) com eterna ligação ao militarismo e à força. Esta imagem que se foi impondo ao longo do tempo acabou por dar origem a uma concepção nem sempre verdadeira da realidade internacional e impeditiva de uma solução concreta para o problema do terrorismo e sobretudo neste caso o terrorismo islâmico. Além disso, ao não quererem  compreender, ou pelo menos tentar,  outras explicações para o fenómeno do islamismo radical acabam por ser tão intolerantes como aqueles dos quais se dizem adversários, no que se nota na forma como muitas vezes tratam quem não segue o pensamento defendido por eles, usando de forma indiscriminada os epítetos de racista ou xenófobo, quer seja para verdadeiros supremacistas, quer seja para pessoas que também querem um mundo melhor mas são ostracizadas por terem uma leitura diferente da transmitida pela esquerda regressiva.

Para se perceber a opinião dominante dessa esquerda é preciso recuar ao terrorismo marcadamente político dos anos 70. Nessa altura vários atentados foram cometidos por grupos palestinianos para chamarem a atenção para o problema do nascimento do Estado da Palestina. Num contexto de guerra fria que existia na época, Israel era visto como aliado do EUA e por isso inimigo da esquerda comunista e da URSS e aliados enquanto que por outro lado a maioria do mundo ocidental não comunista via com muita suspeita as acções palestinianas que consideravam terroristas e não de resistência como o bloco soviético as tratava. Foi nesse contexto que nasceu um sentimento de solidariedade da esquerda para com o mundo arabo-muçulmano que se tem mantido até hoje enquanto Israel tem sido visto de forma contínua por essa mesma esquerda como o opressor. No entanto e como já disse acima, o terrorismo da época era marcadamente político sendo por exemplo possível negociações, enquanto o actual  é sobretudo radical religioso e é isso que a esquerda não quer ver.

Ao contrário do que diz a mensagem tantas vezes repetida de que o islão não tem nada a ver com o terrorismo e que é uma religião de paz e amor, a realidade não é bem assim e enquanto o mundo continuar de recusar ingenuamente a ver a verdade os ataques terroristas vão continuar. Claro que afirmações destas podem ser confundidas com racismo e intolerância mas simplificar assim as coisas é não se querer perceber o que se passa. Ingenuamente acreditamos nessa mensagem que mais não é do que um cavalo de Tróia transportado principalmente pela corrente sunita wahabita da Arabia Saudita que tenta impor a sua agenda religiosa conforme o preceito da guerra santa que é um dos pilares do islão. Ora a verdade é que não há nenhuma religião de paz e amor porque todas têm responsabilidades de guerra e violência ao longo da história e o islão tem sim de facto algo a ver com este terrorismo actual na medida em que os terroristas limitam-se a obedecer ao que está escrito no Corão. Ora ao não querer ver isto, a esquerda regressiva acaba por ser uma aliada desse terrorismo radical religioso, mesmo que seja de forma não intencional. Mas essa negação da realidade não afecta somente a leitura do terrorismo mas também influencia na forma como a esquerda regressiva vê a vivência em comunidade, partindo do princípio de que numa democracia há lugar para todos e que as diferenças podem desaparecer na boa intenção da confraternização amigável. No entanto quando a Sharia é permitida em alguns bairros na Inglaterra ou quando mulheres em França não podem sair à rua em certos lugares, vestidas da forma como querem, vê-se que afinal os críticos não estão tão errados quanto isso e que o conceito de igualdade não pode ser possível em relação a pessoas e grupos que estão contra a democracia tal como nós a entendemos. Atenção que não se está aqui a atacar de forma gratuita a religião islâmica mas sim a criticar-se a falta de realismo por parte dessa esquerda regressiva e de progresso por parte da maioria dos muçulmanos. Enquanto os apoiantes da esquerda continuarem a cobrir o problema do radicalismo islâmico com o o lençol da igualdade  e enquanto os muçulmanos não aceitarem uma leitura mais moderna da sua religião e mais iluminista, não se pode ir muito longe na compreensão do terrorismo radical religioso.

Criticar qualquer religião é um direito que advém da liberdade de expressão mas para a grande parte dos muçulmanos é muito difícil criticarem o que está escrito no Corão e outros textos sagrados porque consideram isso como sendo  a palavra de Alá. E isso tanto vale para os radicais como para os moderados. E assim estes acabam também de certa forma a validar o terrorismo porque recusam ver os erros desses textos e que justificam os actos terroristas. Esquecem-se que o Corão e outros textos islâmicos apareceram numa época totalmente diferente da actual e que são mais o espelho dessa sociedade do que a palavra de Alá. Assim por exemplo, se a homossexualidade fosse aceite na época em que apareceu o Corão, muito provavelmente o livro conteria hoje alguma passagem a pedir para respeitarmos os homossexuais. Mas como se sabe a realidade era bem diferente sendo marcada por uma violência religiosa expansionista principalmente do islão e do cristianismo.

Na verdade o que o islão precisa é de um século das luzes que o coloque num lugar mais de acordo com a realidade actual e com o progresso modernista. Tem havido tentativas mas sem continuidade porque a resistência à mudança é enorme. No entanto se esse esforço não continuar a ser feito, não só o terrorismo vai continuar mas a lomgo prazo vai ser o próprio islão que vai estar em perigo. Não se pede que se acabe com essa religião porque compreende-se a importância que ela tem para muita gente mas seria desejável que não continuasse parada no tempo e principalmente que as pessoas que vivem no mundo muçulmano tivessem a liberdade a que têm direito de falarem o que bem lhes aprovar e sobre os temas que quisessem. O problema é que ao entrar no discurso do politicamente correcto, a esquerda regressiva acaba por impedir essa mudança porque aceita o facto de que a religião nada tem a ver com o terrorismo e que todos os muçulmanos são iguais. Ora eu até acredito que a maioria só quer paz  mas é preciso ter sempre em conta o perigo radical que tem nas comunidades muçulmanas uma boa oportunidade de se expandir. Basta ver por exemplo as mesquitas, das quais muitas são financiadas pela família real saudita com os objectivos que todos conhecemos. O politicamente incorrecto por vezes mais não é do que provocação e erro mas também pode ser a verdade pura e dura que por vezes faz falta para abalar as consciências.

Se se quer acabar com o terrorismo islâmico não se pode continuar com a ingenuidade de aceitar tudo o que é diferente e também não se pode aceitar a religião, seja ela qual, for como uma verdade imutável. E isto nada tem a ver com racismo, xenofobia e intolerância porque precisamente o objectivo é defender a nossa liberdade e democracia contra o radicalismo que não pode e não deve ter lugar aqui.

 

 

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