Mário Nunes: um herói português!

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Foi esta semana o funeral do soldado Mário Nunes que abandonou o exército português para ir combater no Iraque ao lado dos curdos contra o Estado Islâmico. Nessa hora de tristeza assim como na homenagem feita pelo próprio exército curdo em sua memória num primeiro funeral ainda no Iraque, foi evidente o respeito e o reconhecimento de todos quanto estiveram nesses dois eventos. E de facto outra coisa não seria de esperar tendo em conta a atitude desinteressada e corajosa de Mário que não se quis ficar apenas pela palavra mas passar à acção. Neste sentido ele fez lembrar o período romântico da guerra onde as causas eram o mais importante e onde se morria por elas. O último exemplo concreto foi a guerra civil de Espanha onde se opunham os nacionalistas e os republicanos  com ambos os campos a terem apoio de milícias estrangeiras, principalmente os que combatiam o fascismo. Também nesta guerra actual combate-se entre a democracia e a liberdade e o radicalismo religioso e vários são os que vão combater ou de um lado ou do outro. Mário foi lutar pela democracia, que é como quem diz, foi lutar por nós e pela defesa do nosso modo de vida. Como ele próprio disse numa entrevista: “Preferia morrer a não fazer nada.” E de facto vendo a enorme ameaça que representa o islão radical principalmente através do EI, ele partiu para uma missão de justiça conduzido por valores humanistas e altruístas por um mundo melhor. Infelizmente essa missão acabou lá longe no deserto iraquiano mas a sua coragem nunca será esquecida.

O exército português acusou-o de deserção e de facto na vida militar aprende-se a ter uma conduta de respeito pela ordem e de abnegação em meta duma melhor atitude intrínseca entre soldados e entre estes e superiores mas ao mesmo tempo existe nessa conduta uma rigidez que não permite desvios e novas interpretações. Nesse conservadorismo militar olha-se muitas vezes de forma cega para o livro das regras sem ter em conta outros factores como neste caso em que Mário não dessertou para fugir mas para lutar pela democracia, pela liberdade e pela vida. No fundo, assuntos que o exército tem como missão defender e portanto Mário abandonou o exército sem sair dele. É por isso mais do que merecido que ele receba a ordem da liberdade a título póstumo.

 

Petição: Pela atribuição da Ordem da Liberdade (a título póstumo) a Mário Nunes, voluntário português do YPG na luta contra o autoproclamado “Estado Islâmico”

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