Intolerância religiosa no Brasil: Que pena!

Quando pensamos em coisas mas do Brasil, pensamos por exemplo na criminalidade, na violência ou na pobreza e desigualdade. Raramente pensamos na intolerância porque a imagem que temos dele é a de um mosaico de cores, culturas e credos que fazem do povo brasileiro um exemplo de convivialidade e respeito a ser copiado. No entanto as coisas nao sao bem assim e mesmo num país onde nao parece haver discriminação, ela existe. Mas para explicar melhor isto partilho aqui um artigo da activista muçulmana Denise Bomfim, ela própria vitima de discriminação, tendo sido ameaçada de morte: Audiência publica na Assembleia.

O preconceito e a ignorância podem ser muito perigosos e levar a opiniões e actos que ameaçam a união dos povos. Os muçulmanos por exemplo sao vitimas de discriminação devido à ma imagem transmitida por radicais terroristas e também ao aproveitamento xenófobo e discriminatório dessa imagem por parte de nao-muçulmanos que nao fazem nenhum esforço para compreenderem os outros. Eu posso dizer, por exemplo, que conheço uma pessoa muçulmana (entre outras) que merece todo o respeito e amizade. Denise Bomfim nunca vai conseguir que eu me converta (se calhar vou desiludir-la por dizer isto mas prefiro ser sincero), nem ela nem ninguém visto que sou agnóstico mas é uma pessoa maravilhosa que tem sido uma amiga leal, corajosa, sincera e acima de tudo tolerante. Faz-me lembrar Ghandhi ou Malala. Por isso fiquei triste e ao mesmo tempo zangado quando soube que tinha sido ameaçada por usar o hijab. Era bom que as pessoas se esforçassem por conhecer os outros sem se quedarem nas aparências e que nao tivessem medo de se abrirem, nem que seja com um simples “Ola”. O Brasil ja tem muitos problemas e nao precisa agora de outros.

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2 thoughts on “Intolerância religiosa no Brasil: Que pena!

  1. Assino embaixo, Bruno!
    Também me considero amiga da Denise; acompanho-a de longa data e sei o quanto ela milita pela paz . Um absurdo eventos de intolerância, sobretudo no Brasil, tão aberto ao sincretismo religioso.
    Quando Denise parou de postar,achei que estivesse no exterior, sequer liguei os fatos – o noticiário explorou bem o ataque à uma menininha por motivos religiosos.
    Aqui no interior, a cerca de 25 anos, havia uma senhara que usava constantemente o véu. Ninguém a incomodava, julgando ser cigana.
    Com a globalização, a intolerância rompe fronteiras. Generalizações ocorrem por falta de discernimento. Há tantas vertentes islamitas quanto vertentes cristãs. A coabitação é direito geral, porém minorias sempre são alvo de extremistas.

    Um abraço transigente!

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  2. Uma coisa que me mete pena é a propaganda anti-refugiados aqui na Europa so porque sao muçulmanos na sua maioria. Que absurdo! Vive-se um clima anti-muçulmanos alimentado pela extrema-direita e por grupos islâmicos radicais e também provocado pela ignorância e pelo ódio e que é um perigo. O que vale é que tudo é passageiro e mais cedo ou mais tarde esse clima irracional vai acabar.

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