África do Sul: Uma mesquita para (realmente) todos!

       

(Reuters)

        Esta historia já começou ha alguns meses mas so hoje é que eu soube dela. No passado mês de setembro foi inaugurada na Cidade do Cabo na África do Sul, a primeira mesquita aberta a todas as religiões, géneros e orientações sexuais. Ao ler sobre esta mesquita hoje, fiquei positivamente surpreendido pelo contraste de tolerância em relação às noticias do radicalismo islâmico que nos invadem todos os dias. A mesquita chamada “open mosque” (mesquita aberta) é um projecto do académico muçulmano de origem britânica Taj Hargey com a intenção de ser um lugar para pessoas com mentalidade aberta num esforço de precisamente combater esse radicalismo. Uma excelente ideia que mostra um aspecto menos conhecido do islão e que é pena que nao seja mais divulgada. Talvez que se houvesse mais projectos destes e menos conservadorismo e também um retrato menos negativo por parte da comunicação social que influencia o crescimento da xenofobia e do ódio, nao houvesse um clima de desconfiança, de medo e de intolerância em relação aos muçulmanos na Europa.
        No entanto e apesar do caracter tolerante e pacifista desta mesquita, ha sempre pessoas que nao aceitam novas visões e que por isso preferem continuar fechadas em vez de se abrirem ao mundo. Assim o Conselho Jurídico Muçulmano sul-africano pediu às pessoas para boicotarem a mesquita com a justificação de que esta viola os princípios do Alcorão assim como séculos de ensinamento muçulmano. Também e no dia da sua inauguração, dez protestantes tentaram impedir  as pessoas de entrarem na mesquita para as suas orações. Apesar disso muita gente entrou para ouvir Hargey, sendo que homens e mulheres estiveram juntos numa so sala. Finalmente e em mais uma prova de desrespeito pelo que é diferente, a mesquita foi alvo de um incêndio em outubro. Apesar disso ela manteve-se aberta numa demonstração de coragem e força pela paz e pela justiça.
      Como já disse acima vejo aqui de um lado a procura do entendimento, da paz, da compreensão, da igualdade e da amizade através duma ideia que abre as portas a uma visão mais humanista do mundo da comunidade muçulmana, assim como abre a mentalidade muçulmana ao mundo e do outro lado um manter duma idealização parada no tempo, fechada na sua interpretação radical da religião que so leva à violência, à separação entre comunidades e culturas e à negação tanto do mundo muçulmano por parte do mundo ocidental assim como de muçulmanos das mais básicas premissas de direitos humanos. Trata-se de um exemplo concreto do mundo actual em que vivemos e eu apesar de ser agnóstico, partilhei esta historia porque sou também lutador pela tolerância e pela paz. Ja imaginaram se a maioria das mesquitas existentes no mundo fossem como esta?                                                                                                                

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