Tugce Albayrak – A coragem de nao se desviar!

       A Alemanha, esse pais que dizem ser frio de temperatura e de coração, saiu à rua para prestar uma sentida homenagem a uma jovem turca morta porque ao contrario de muita gente, nao virou para o lado e assumiu o risco e a coragem de tentar ajudar quem precisava. Tugce Albayrak, era esse o nome da jovem que já tem um lugar nesse grupo de pessoas que inspiram a lutar por um mundo melhor, tinha 23 anos, tinha nascido na Alemanha, filha de pais turcos e era estudante de ensino de alemão e ética na universidade de Giessen.
      Na madrugada do dia 15 de novembro, ela tentou intervir num caso de assédio sexual na casa de banho de um restaurante McDonald’s em Offenbach am Main no qual três homens tentavam agredir duas jovens adolescentes. Como resposta foi violentamente agredida, tendo sofrido graves lesões cerebrais quando um dos homens deu o golpe fatal já quando ela estava perto do seu carro. Os médicos declararam a sua morte cerebral no dia 26 de novembro e os seus pais decidiram desligar o suporte de vida dois dias depois. Por triste coincidência, dia do seu 23° aniversario. 
      Como nao podia deixar de ser a sua morte provocou uma enorme emoção e o presidente da Alemanha, Joachim Gauck escreveu uma carta à família apresentando as condolências e chamando-a de modelo inspirador. Nessa carta, entre outras frases escreveu: “Onde outras pessoas olharam para o lado, Tugce mostrou uma coragem exemplar e uma força moral.” No dia 27 de novembro milhares de pessoas fizeram um protesto silencioso em frente ao restaurante e no dia 29, o mesmo ocorreu por todo o pais. No dia 30, o futebolista suíço Haris Seferovic dedicou o seu golo na vitoria por 2-0 do Eintracht Frankfurt ao Borussia Dortmund à jovem turca. E porque é que eu partilhei esta historia? Porque também achei importante homenagear-la de certa forma, porque o seu nome merece ser lembrado e porque como disse o presidente alemão, nao meteu a cabeça debaixo da areia, nao assobiou para o lado e cumpriu com a sua missão de ser humano que é ajudar o próximo. Sei que alguns dirão que devia ter continuado o seu caminho mas a sua moral e sentido de solidariedade impediram-na de cair na cobardia de fugir. Quantos de nos poderão sentir uma tal tranquilidade da sua consciência?

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