Mulheres do Oriente – Como é a figura feminina da região, pouco conhecida no ocidente.

          Nesta reportagem do jornalista Henrique Cymerman, vemos historias de mulheres que vivem em Palestina e Israel. A reportagem começa por falar na importância das mulheres no mundo arabe e o papel que tiveram e têm na evolução da sociedade. As primeiras historias agradam-me e vejo nelas um sentimento positivo para a região. A jovem modelo árabe que posa em biquini e com isso quebra um tabu machista e primitivo e a jovem palestiniana que esteve quase a cometer um atentado suicida mas que se tornou pacifista, sao exemplos, cada um à sua maneira da mudança que se torna mais do que necessária para que o mundo arabe encontre a verdadeira igualdade. E isso para mim, so pode ser feito quando as mulheres tomarem o destino nas suas maos. Claro que quando apoio a modelo arabe nao quer dizer que pense que todas as mulheres arabes devam mostrar-se em biquini. Apenas penso que nao se pode tratar os corpos, masculino e feminino, de maneira diferente, como se o corpo feminino fosse um livro de pecados. Mas também é certo que a igualdade faz-se no respeito da diferença e o futuro da mulher arabe, tem de ser feito através de um equilibrio entre as que nao têm medo de libertar o corpo e as mais conservadoras. 
         Depois a reportagem acaba num tom mais pessimista que ja nao me agrada muito. Ver, por exemplo, na cidade de Hebron, um muro que simboliza a divisao e a discordia ou ver radicais islamicos ou ortodoxos judeus vivendo em permanente desconfiança ao ponto de andarem armados, faz-me pensar que ainda ha muito a fazer para a paz chegar à regiao. Por isso é que valorizo o papel de muitas mulheres como a da jovem palestiniana que falhou se suicidar e descobriu que afinal nem todos os israelitas sao mas pessoas. 
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7 thoughts on “Mulheres do Oriente – Como é a figura feminina da região, pouco conhecida no ocidente.

  1. Salam,

    esse documentário passou aqui também na Globo News.
    É interessante notar que o muro de Hebron se assemelha ao muro de Berlin. E também, há muitas coisas que alguns israelitas fazem que se assemelham aos nazistas. Ainda bem que há diferenças entre o israelita e o israelense, assim também como as diferenças entre os judeus ortodoxos dos judeus messiânicos.
    Enfim, o caso aqui e lá e acolá seria resolvido se respeitassem as DIFERENÇAS.

    E por falar em Rede Globo (haverá um protesto contra essa rede de televisão no dia 1 de julho, pois a maioria de suas reportagens, novelas e programas são tendenciosos)

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  2. Ola.

    Isso de comparar os israelitas aos nazis acho um pouco exagerado. Os israelitas abusam muitas vezes, mas penso que é impossivel encontrar uma comunidade ou organizaçao que se compare aos nazis. Se fossem verdadeiramente iguais, ja nao haveria palestinianos ha muito tempo.
    Outra coisa é que tou espantado com uma coisa. No Brasil também se usa israelita? E qual é a diferença? é que a unica diferença que eu conheço é a forma como no Brasil e em Portugal se chama ao povo de Israel. No Brasil chama-se israelense e em Portugal israelita. é como por exemplo brasil=canadense, portugal=canadiano; Brasil=palestino, Portugal=palestiniano. Nao conheço mais nenhuma diferença.
    Quanto ao respeito das diferenças concordo. E quanto à rede globo nao sabia que era tendenciosa. Conheço pouco da tv brasileira e como a tv globo era e é muito conhecida em portugal por causa das novelas, nao tinha essa ideia desse canal. O seu periodo de ouro em Portugal calhou na minha infancia e lembro-me de gostar de programas como O planeta dos homens, sitio do pica-pau amarelo, roque santeiro, cambalacho, vereda tropical, etc. Agora nem posso ver novela seja em que canal for.

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  3. Salam, Bruno!

    Disse um amigo judeu que o termo “israelita” se refere a judeus mais religiosos e “israelenses” àqueles judeus apenas nascidos em Israel.
    Dizem os amigos palestinos que alguns sionistas se parecem com nazis, porque transformaram a Palestina num gueto. Entendeu?
    Nossa, Bruno, quantas novelas da tv brasileira você viu! Muitas mesmo.
    Legal saber que você assistiu ao Sítio do Pica-pau amarelo, ainda se lembra dos personagens? A Emília (boneca de pano), a Cuca (a jacaré bruxa) rsrsrrsrsrsr

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  4. Ola.

    Bom quanto aos termos “israelita” e “israelense nunca ouvi falar nessa diferença. Nos em Portugal usamos sempre o primeiro termo. O segundo nem existe na nossa gramática.
    Quanto à comparação com os nazis, so se for mesmo por causa do gueto. Mas ai também comparam a situação ao apartheid.
    Quanto às novelas nao vi assim tantas quanto isso. E ja nao vejo novelas por ai a uns 20 anos. A minha favorita foi o roque santeiro. O sitio do pica-pau amarelo lembro-me mais ou menos da primeira série e lembro-me de ficar espantado com certas coisas que via e que a minha ingenuidade de criança nao me permitia ver que eram truques de televisão. 🙂

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  5. Muito obrigado. Também mudei o resto do layout. Ontem recebi uma sugestão duma amiga que me fez pensar. Diz ela que eu devia escrever mais em modo literário e menos discurso-comum. E que nao tem muito o ar profissional nem sério. Concordei em parte. Mas nao vou encerrar agora o blog como ja pensei fazer antes.

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