Farrokhroo Parsay – A ultima mulher ministra no Irao.

       “Sou médica e portanto nao tenho medo da morte. A morte é so um momento e nada mais. Estou preparada para receber a morte de braços abertos mais do que viver na vergonha de ser forçada a usar o véu. Nao vou saudar aqueles que esperam que eu expresse arrependimento da minha parte por causa de quinze anos de esforços para a igualdade entre o homem e a mulher. Nao estou preparada para usar o chador e voltar atras na historia.”
       Estas foram as ultimas palavras de Farrokhroo Parsay, escritas numa carta dirigida aos seus filhos. Nesse dia, se calhar estaria a relembrar a sua vida e a pensar em como era possível o seu pais ter chegado ao estado do qual ela agora era vitima. Era uma vida de luta que tinha começado em Qom, no dia 22 de março de 1922. A sua mae Fakhr-e-Afagh era editora de uma revista feminina “Jahan-e Zan” (O mundo da mulher) e activista pela igualdade de géneros e oportunidades de educação para as mulheres. A sua visão nestes assuntos fez-la entrar em confronto com grupos conservadores da sociedade da época e por isso seria expulsa de Teerão para Qom, sendo colocada em prisão domiciliaria. Durante este tempo nasceria Farrokhroo Parsay e mais tarde, devido à intervenção do primeiro-ministro Hasan Mostowfi ol-Mamalek, a família seria autorizada a regressar à capital. 
     Depois de obter o grau de médica, Dr. Parsay tornou-se professora de biologia na Escola Secundaria Joana d’Arc em Teerão. Em 1963, foi eleita para o parlamento e começou a demandar a Mohammad Reza Pahlavi pelo direito das mulheres ao sufrágio universal. Fez também grandes esforços para mudar as leis existentes sobre a mulher e a família. Em 1965 foi eleita deputada-ministra da educação e no dia 27 de agosto de 1968 tornou-se ministra da educação no ministério de Amir-Abbas Hoveyda. Foi a primeira vez que na historia do Irao uma mulher ocupou um cargo ministerial. Foi executada por um pelotão de fuzilamento no dia 8 de maio de 1980, durante a revolução cultural islâmica. Jornalistas dizem, baseados em fontes fidedignas que ela foi metida num grande saco e pendurada. A corda foi depois cortada e ela foi entao fuzilada, deixando a tal carta como uma mensagem de coragem e determinação contra um regime criminoso que continua sempre a governar o Irao. 
Fonte: Wikipédia.
       

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