Joumana Haddad – lutando contra os preconceitos machistas do mundo árabe.

     

    E desta vez venho com outra fascinante mulher do mundo árabe que acabo de descobrir. Trata-se da poetisa, tradutora, escritora e activista dos direitos da mulher Joumana Haddad do Líbano.
    Ela nasceu no dia 6 de dezembro de 1970 em Beirute e a sua vida tem sido pautada por uma luta constante pela plena igualdade entre o homem e a mulher no mundo árabe, pelo laicismo e pelo fim de uma visão machista e patriarcal da sociedade derivada das três grandes religiões monoteistas. Tem também tentado acabar com certos tabus do mundo árabe como por exemplo, o corpo da mulher visto como pecado e constrangimento e nao como algo natural e fonte de arte. Neste sentido fundou a revista de língua árabe “Jasad” sobre literatura e artes do corpo e que é vista como a primeira revista erotica do mundo árabe. Como nao podia deixar de ser, a revista provocou polémica em certos meios e Joumana foi alvo de ameaças. Diga-se também que ela é actualmente a redactora-chefe desta publicação.
    Além disso ela é responsável pela parte cultural do jornal libanês “An Nahar” e ensina na universidade libano-americana de Beirute. Foi também administradora do IPAF ou booker árabe que é um prémio literário que recompensa um romance árabe, de 2007 a 2011 e é actualmente membro do comité que gere o prémio. Ja escreveu vários livros e as suas obras já foram traduzidas em vários países.    Sendo que também ela, derivado do facto de falar sete línguas, tem feito trabalhos de tradução, nomeadamente de poetas libaneses. Participou em dois filmes. No primeiro (O que é que se passa?), da realizadora libanesa Jocelyne Saab, foi co-argumentista e actriz; o segundo foi um documentário de Nasri Hajjaj sobre a vida do poeta palestiniano Mahmoud Darwish. Ganhou vários prémios entre os quais o prémio do jornalismo árabe em 2006, o prémio Blue Metropolis para a literatura árabe em Montreal em 2010, também em 2010 o prémio Rodolfo Gentilli em Itália e em 2012 o prémio Maria Grazia Cutulli para o jornalismo, no mesmo país.
     Por curiosidade diga-se que o único livro de Joumana Haddad traduzido em português (do Brasil) é “Eu Matei Sherazade”
     Para terminar deixo um video com uma entrevista em lingua francesa (infelizmente nao encontrei nada em português) dela à radio “France Culture” e que vale bem a pena ver e ouvir.

Nota 2: As notas bibliográficas foram retiradas da wikipédia.

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