Darwich Mahmoud – A voz da Palestina.

 

      O poema no video acima chama-se “Pensa nos outros” e é de Darwich Mahmoud. Escritor que muitos consideram a voz da Palestina. Ele nasceu em 1942 em Al-Birweh, na Galileia sob mandato britânico e hoje parte de Israel, e morreu em Houston nos EUA no dia 9 de Agosto de 2008. Segundo filho de uma família sunita com quatro irmãos e três irmãs, foge com os seus relativos para o Líbano após a destruição da sua vila natal pelo exército israelita em 1948. Depois de um ano fora, eles regressam clandestinamente à Palestina.
     Darwish começa os seus estudos primários em Dair Al-Assad e termina os seus estudos secundários em Kufur Yasif, partindo depois para Jdeideh. Isto sempre sob a ameaça de ser descoberto e exilado pela policia israelita. Publicou os seus primeiros poemas aos 19 anos. Em 1961 ele adere ao Partido Comunista de Israel e começa a trabalhar como redactor-adjunto no “Al-Fajr”. Sera preso varias vezes por causa da sua actividade política entre 1961 e 1967 e durante esse período canta a revolução e sonha com uma pátria, defendendo ao mesmo tempo a identidade negada do seu povo e a solidariedade internacionalista. Em 1964 é reconhecido como uma voz da resistência palestiniana graças à recolha de poemas “Ramo de Oliveira”. O poema “Identidade” ultrapassa rapidamente as fronteiras palestinianas para se tornar um hino cantado em todo o mundo árabe. Em 1970 é obrigado a ficar em Haifa, após a publicação de artigos, julgados polémicos pela justiça de Israel. Depois de pedir um visa estudante ele parte para Moscovo para estudar economia política, mas acaba por desaparecer em 1971, sendo visto mais tarde no Cairo onde trabalha para o jornal Al-Ahram. Mais tarde, em 1973 parte para Beirute onde dirige o jornal mensal “Os assuntos palestinianos”, trabalhando também como redactor-em-chefe do Centro de Investigação Palestiniana da OLP, juntando-se à organização.
    Durante o Verão de 1982, Beirute é bombardeada pelo exército israelita que procura fazer expulsar a OLP do Líbano. Darwich descreve a resistência palestiniana a esse ataque em “Qasidat Bayrut” (1982) e Madih Al-Xil al’ali (1983). Parte depois em exílio para o Cairo, Tunes e Paris sendo eleito para o Comité Executivo da OLP em 1987. Um ano mais tarde um dos seus poemas é discutido no Knesset porque ele é acusado de querer a expulsão dos israelitas mas ele defende-se dizendo que quer que eles saiam da Faixa de Gaza e da Cisjordania. Em 1993, ele abandona a OLP por discordar da organização por causa dos acordos de Oslo e a sua atitude conciliadora, preferindo uma paz mas uma paz justa. Em 1995 recebe um visa para ver a sua mae e pode assistir ao funeral do seu amigo escritor Emile Habibi. Mais tarde as autoridades israelitas cedem-lhe uma autorização de residência e ele passa a morar em Ramallah.
     No ano 2000, o ministro israelita da educação, propõem que alguns dos poemas de Darwich Mahmoud sejam integrados no sistema educativo de Israel mas Ehud Barak, primeiro-ministro na altura recusa com a justificação de que o pais ainda nao estava pronto.
    A sua obra, quase toda poética, tem como objectivo a defesa de uma terra, de um povo e de uma cultura e toda ela tem como fio condutor a Palestina e o seu destino. Apesar da defesa intransigente do seu povo, nao deixa de acreditar na paz entre Palestina e Israel, graças fundamentalmente ao seu pensamento humanista que o fazem ser contra os atentados suicidas contra Israel ou os ataques do exército deste país contra a Palestina. Também era  contra o Hamas e dizia nao ter razoes para amar Israel. Apesar disso, reconhecia o direito à existência deste Estado. Pode-se dizer que era um lutador pelo seu povo e ao mesmo tempo pela paz da região.

Fonte: Wikipédia

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2 thoughts on “Darwich Mahmoud – A voz da Palestina.

  1. Salam, Bruno!

    parabéns por ter postado o video e poema. Você sabe que amo poesia e essa, em especial, porque revela algo precioso.
    Já coloquei esse poema há um ano, se não me engano e você foi o único que comentou, se não me falha a memória.
    Sabe, Bruno, às vezes fico a pensar que as pessoas estão se tornando “cyber robots”, sem alma, sem vida. Onde está a emoção, onde ela se escondeu?

    Ótima quarta-feira!

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  2. Ola

    Também nao me lembrava que tinha escrito um comentario sobre o poema. Quanto à sua pergunta final, respondo com o seguinte: Como sabe nao sou crente, mas uma frase que nunca esqueci é de Sao Paulo que disse um dia, mais ou menos, o seguinte “Substituir o amor pelo dinheiro, é a raiz de todos os males.” Acho que esta ai a resposta à sua pergunta.

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