“10000 anos depois entre Vénus e Marte” – Obra prima absoluta de José Cid!

     Como se sabe, um dos objectivos deste blog é falar sobre o melhor de Portugal, porque isso é um referencial para haver mais esperança e coragem em trilhar os caminhos difíceis do progresso. Mas os portugueses (e nao so) têm muitas vezes o habito (nao sei se propositado ou nao) de desprezar a qualidade e louvar o que é de pouco crédito. Falo isto a propósito de um álbum musical que foi uma das maiores surpresas que eu já tive até agora. Chama-se “10,000 anos depois entre Vénus e Marte” e é de José Cid. E porque é que este álbum foi uma surpresa? Porque tendo em conta os trabalhos posteriores deste compositor, é impossível imaginar que ele tenha feito um álbum como este. Neste caso, é como se houvesse dois Josés Cids tao diferentes um do outro como o vinho da água. De um mais experimentalista e psicadélico a uma mais comercial e superficial. O álbum é considerado dos melhores de sempre de rock progressivo e faz lembrar os primeiros tempos dos Pink Floyd. Algumas edições podem ser encontradas a mais de 5000 euros. Mas apesar de ser considerado uma obra-prima, é quase desconhecido no nosso país enquanto que la fora tem uma cotação altíssima. E exemplos como este sao uma das razoes, porque o nosso país nao avança, pois que sem uma cultura madura, onde haja espaço para todo o tipo de arte, um povo torna-se obscuro e fechado na alienação do consumo fácil sem muita exigência.
      Impressionante como este trabalho devia ser um motivo de orgulho e é um fantasma em Portugal!

Na wikipédia.

Aqui fica o album. Ouça-o por favor! Senão o conhecia tenho a certeza de que vai ter a mesma reacção do que eu, se já o conhecia vai adorar viajar outra vez!

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4 thoughts on ““10000 anos depois entre Vénus e Marte” – Obra prima absoluta de José Cid!

  1. Boa noite!! Conheço esse album há muito tempo e é sem dúvida uma obra-prima, que o próprio José Cid acarinha. Se vires, neste vídeio http://youtu.be/5jsWV-EXdu8 o minuto 1:56:00, verificas isso mesmo. Numa entrevista longínqua no primeiro Cabaret da Coxa, quando confrontado com o álbum, ele disse mais ou menos isto: “esse disco não é meu, porque é tão bom que eu nem acredito que é meu”!

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  2. Boa noite e antes de mais obrigado pelo seu comentario. Deve ser o album que mais me surpreendeu da musica portuguesa. E nao admira que José Cid tivesse dito isso tendo em conta o que foi a sua carreira depois. Nao que fosse ma mas é uma mudança tao radical no estilo que custa a acreditar que é do mesmo autor. E porque também nao é ma mas é mesmo assim mais fraca em relaçao a esta obra-prima.

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  3. Boa tarde. Já antes deste album, José Cid tinha feito um excelente disco de rock progressivo,quando integrava o grupo Quarteto 1111 onde era o lider e o compositor único;”Onde, como, porquê cantamos pessoas vivas”http://www.youtube.com/watch?v=SOgr0zowR5MSaudações:Nuno Ponces

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