França e Grécia – os antagonismos eleitorais.

  As eleições do domingo passado na França e na Grécia mostraram duas reacções antagónicas dos respectivos povos e podem portanto serem lidas de forma diferente. A euforia e esperança da vitoria de Hollande na França pode-se contrapor o perigo da subida do extremismo na Grécia, principalmente do partido neo-nazi que pela primeira vez conseguiu entrar no parlamento com mais ou menos 20 deputados. Ora o que mostra isto? Primeiro uma visão diferente da política. A França, menos atingida pela crise mas um motor da Europa seguiu a linha normal da sua vida política fazendo a escolha entre os dois habituais maiores partidos: PS e UMP. O que é comum a vários paises da Europa e nao so. Ja na Grécia, que é um dos países mais atingidos pela crise, houve uma reviravolta de grande amplitude no mapa político. Houve uma grande descida dos dois partidos habitualmente mais votados e um aumento considerável de partidos no parlamento. A volta de 30 partidos. Incluindo e como já disse antes forças extremistas que so prejudicarão a Grécia. Mas em tempos de crise essas forças tendem a aumentar devido a promessas populistas sem futuro. Também é preciso nao esquecer o alto grau de anarquismo e descontentamento que  sem duvida estiveram também na origem desta tempestade eleitoral grega. Ora daqui resulta que nem sempre o que parece melhor é-o de facto. Fartos dos erros dos partidos que dividiram durante anos o poder, os gregos castigaram-nos nas urnas e deram voz a outras vozes. Mas para onde ira uma Grécia (berço da democracia) mas mais extremada? Numa clara jogada de votar para castigar ( o que já tinha acontecido noutros países) os gregos votaram na demagogia, na xenofobia, na utopia e na “falsa-solução”. Caso para dizer que a cura é ainda mais perigosa do que a doença. Com estes resultados os gregos estão prestes a arranjar uma crise política, como se a económica nao fosse já suficiente, e se o pais estava numa situação complicada agora poderá estar muito mais. O que põem a União Europeia numa situação incomoda e instável. E portanto tudo isto nao nos deve fazer esquecer que apesar da esperança vinda das eleições francesas, as coisas nao estão seguras e que é preciso manter vigilância atenta. Esperemos que nao mas se a Grécia continuar numa lógica de nao se entender entao provavelmente saira da zona euro e mesmo da UE. O que mesmo sendo provisório, trara grandes repercussões para a Europa.

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