Dia da lingua portuguesa 4 – Brasil e Portugal

SAGRAÇÃO
Rocinante
pasta a erva do sossego.

A Mancha inteira é calma.
A chama oculta arde
nesta fremente Espanha interior.

De giolhos e olhos visionários
me sagro cavaleiro
andante, amante
de amor cortês a minha dama,
cristal de perfeição entre perfeitas.

Daqui por diante
é girar, girovagar, a combater
o erro, o falso, o mal de mil semblantes
e recolher, no peito em sangue,
a palma esquiva e rara
que há de cingir-me a fronte
por mão de Amor-amante.

A fama, no capim
que Rocinante pasta,
se guarda para mim, em tudo a sinto,
sede que bebo, vento que me arrasta.

Poema de Carlos Drummond d Andrade
São essas as folhas
Por onde passam os sonhos e a história
Paisagens de perpétua memória.
São essas as palavras
Que nos despertam para a vida
Mil descobertas para uma saída.
São esses os impérios da imaginação
Onde o tempo constrói-se ao nosso sabor
Ás vezes com alegria, outras com tristeza e dor.
São esses os livros de que somos feitos
Caixas de fantasia e conhecimento
Para serem abertos em todo o momento.

Poema de Walter Lucas

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s