Dia internacional da mulher: Adelaide Cabete

     
       No dia internacional da mulher resolvi fazer uma homenagem a uma das grandes mulheres e feministas da nossa historia. De seu nome Adelaide Cabete nasceu em Alcaçovas, Elvas a 25 de janeiro de 1867 e entre outras coisas foi republicana, médica obstreta, professora, pacifista, abolicionista e protectora dos direitos dos animais. De origem modesta, trabalhou na apanha da ameixa em casas ricas e so iniciou estudos depois de casar em 1885 com Manuel Fernandes Ramos Cabete, sargento explicador de latim e grego que a incentivou nesta sua tarefa. Em 1889 fez o exame de instrução primaria e em 1900 concluiu os estudos na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa tornando-se obstreta e ginecologista. Republicana activa fez enorme propaganda pela implantação deste regime e foi tinha ideias avançadas para a época como a de por exemplo dar um mês de descanso às mulheres antes do parto. Na sua luta pela republica chegou a coser e bordar, juntamente com duas companheiras, a bandeira que seria usada na implantação da republica na Rotunda em Lisboa. Em 1912 reivindicou com outras mulheres o voto feminino e integrou e presidiu varias organizações como por exemplo o “Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas”. Como médica lutou entre outras coisas pela protecção das mulheres gravidas e pelo combate ao alcoolismo. Também defendia as crianças, as prostitutas, era contra a violência nas touradas e também contra os brinquedos bélicos. Tudo temas pioneiros para a época e que ainda hoje continuam actuais. 
     Em 1929 parte para Angola desiludida com o regime político nascido em 1926. Em 1933 é a única mulher a votar na nova Constituição, à qual era contra e regressa a Lisboa em 1934. Morre um ano depois vitima de ataque cardíaco.
     Por todo o trabalho que fez e pelas suas ideias vanguardistas numa época em que à mulher ainda estava destinado um papel “caseiro” e secundário e que iria piorar a partir de 1926, pode-se dizer que Adelaide Cabete merece bem uma homenagem neste dia, juntamente alias com outras feministas portuguesas como Ana Castro Osório ou Carolina Michaelis. 
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