Steve Jobs: da morte e da falta de um em Portugal.

      Pode parecer estranho eu falar da morte de Steve Jobs neste blog mas ha motivos para isso. Em primeiro lugar Steve Jobs é alguém que ultrapassa o mundo da informática e tecnologia. Ao longo dos anos a transformação que incutiu na historia dos computadores pessoais e da comunicação fez dele um inovador e visionário com uma forma de estar na vida descontraída mas atento aos desejos do publico. O mundo da tecnologia avança tao rapidamente que hoje em dia as mudanças passam quase despercebidas e muita gente esquece-se que aquilo que hoje é banal era inexistente apenas à 37 anos e que o mundo da informática nessa época era muito mas muito diferente do que é hoje. Steve Jobs facilitou as coisas e fez com que o computador pessoal passasse a estar mais acessível ao publico.  Com ele passamos a usar o rato, passamos a usar um sistema com janelas e ícones, passamos a escrever no computador com vários tipos de letras, passamos a usar pastas, passamos a guardar toda a nossa musica num bolso, passamos a falar e a usar a internet na rua, passamos a tocar no écran com os dedos, etc. A organização do trabalho ficou muito mais simples, o prazer de ouvir as musicas preferidas tornou-se um modo de vida e hoje em dia sao muito poucos os que nunca ouviram falar do criador da Apple. Mas nao foi so na inovação, no design futurista mas simples e espectacular ou na qualidade dos produtos que Steve Jobs deixou a sua marca. A sua presença iconica (basta ver as suas apresentações) e a sua forma um pouco revolucionaria e contra-sistema de conduzir a empresa fez dele um símbolo da cultura jovem e do mundo das calças de ganga por oposição de um conservadorismo do fato e gravata. Também é preciso nao esquecer a contribuição de Steve Jobs para o mundo da animação com a Pixar. Podemos nao saber nada de informática ou de tecnologias de comunicação mas tal como invocamos Einstein sem perceber de física ou Picasso ou Freud ou Edison passados tantos anos, também daqui a 100 anos o nome de Steve Jobs continuara a ser invocado e para além desse tempo.
         E hoje depois de saber do desaparecimento deste génio pensei para mim mesmo se seria possível haver um Steve Jobs em Portugal. E cheguei a conclusão de que seria muito difícil senão impossível. E porque? Em primeiro lugar ha uma grande diferença entre os EUA e Portugal e que é o risco de iniciativa. As pessoas até podem ter boas ideias mas sao poucas as que avançam e que arriscam em investir nas suas ideias. A ajudar a este sentimento quase inato do povo português (ainda bem que começa-se a ver menos na juventude) ha também outros factores que fazem com que em Portugal nao haja tantos Steve Jobs. Este e Steve Wozniak começaram a Apple numa garagem e hoje em dia esta cotada como uma das maiores empresas do mundo. Em Portugal isso seria possível? Muito provavelmente nao. Em primeiro lugar por melhor que fosse a ideia haveria sempre obstáculos de possíveis apoios financeiros. Em Portugal prefere-se jogar pelo seguro e investir em coisas que dêem retorno imediato. Isto é, nao ha uma visão de futuro.  Depois ha ainda a reacção familiar. Para muitos pais o importante é ainda ter bons estudos, de preferencia universidade, para os filhos terem vida com futuro. Nao deixam muito espaço à liberdade criativa e acreditam no conservadorismo mas é de referir que Steve Jobs nunca terminou a universidade. Finalmente essa cultura da aversão ao risco e do pouco interesse pela inovação faz com que haja ma divulgação e por conseguinte pouco interesse dos próprios jovens que tentam dar um passo para o futuro. Isto sem falar na burocracia que existe para fazer avançar as ideias. E por causa disto tudo torna-se dificil haver inovadores em Portugal e no entanto que falta fazem no nosso pais.

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One thought on “Steve Jobs: da morte e da falta de um em Portugal.

  1. Salam, Bruno!

    Sim, tb faz falta um inovador desse porte no Brasil.

    Achei interessante o link da petição “to release Miss Tal” e o outro abaixo.
    Liberdade é algo tão humano, por que se tornou algo tão raro entre nós, “humanos”?

    Ah, sobre o hijab não ser seu preferido, qual é o seu predileto, então?

    à bientôt…

    Gostar

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